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Arte e Música

Exatas e humanas.

A ciência exata mais criativa que conheço é a programação de computadores.
Só quem programa sabe o prazer que é criar algum código inteligente.
Código pode, realmente, ser criativo e prazeiroso.

A ciência humana mais exata que conheço é a música.
Só quem toca sabe a complexidade que é o mundo dos acordes, melodias, ritmo, a escrita, escalas, variações e variações infindáveis…

Mas é muito mais fácil ver um programador que toca um instrumento (tem muitos mesmo) do que um músico que programa…


Inspiração.
Quando você olha montanhas ao longe, ou mesmo o mar, você vê a imensidão?
Quando você olha para uma árvore, você vê magia da natureza?
Um "não" para qualquer das perguntas é porque você não vive uma vida inspirada.


A coisa mais triste e deprimente que pode acontecer com um artista é ele morrer por seu personagem.
Os roqueiros são campeões disso, mas não só eles...


Eu gosto é dos malditos!!

Artista de verdade, com A maiúsculo, tem de ser maldito.
E por “maldito” não falo necessariamente de não estar na mídia ou de não ter sucesso.
Falo de não ter cedido às pressões da sua categoria, sejam dos seus iguais, sejam de seus “críticos profissionais” e não ter galgado a “escada de reputação” de sua categoria, em sua região ou micro-região.
É justamente cagar e andar para o que o seu mercado avalia como bom.
Fazer somente porque gosta e para seus verdadeiros clientes finais. A busca pelo dinheiro é importante? É claro. Um bom artista tem de poder se sustentar e o fará, se for bom. E se, mesmo bom, não consegue se sustentar, precisará mudar, complementar. Essa é a dura lei da nossa sociedade capitalista.
Como escritor de conto, por exemplo, seria como “escrever bem a história” ou “contar bem o conto” para quem lê.
Não se trata de escrever com floreios ou com a “escrita de especialista” mas sim conseguir contar, para o cliente final (seu leitor comum), o que tem de ser contado, com a emoção certa. A boa história, a construção da emoção num conto não depende em nada, nadinha, de uma “erudita escrita”. Se formos no detalhe, é até ao contrário.
O artista maldito é um cara que constrói sua obra independente das avaliações externas (em especial as dos “especialistas” seu mercado), mas a partir de uma crescente maturidade em sua obra, com um bom (constante ou crescente) volume de produção artística.


O cara, para ser considerado que escreve bem, ou que é culto, precisa rebuscar.
Qualquer um sabe que rebuscar é o ato de enrolar e falar mais enrolado aquilo que se pode falar mais direto.
Mas ainda assim, todos nós achamos que o rebuscado é que é o bom. Gostaríamos de ser rebuscados. Almejamos o rebuscado e idolatramos os rebuscados.
Quem rebusca, é fudido.
Viva o rebuscado!
Viva aos rebuscados!!


Quem decide o que é bom e o que é ruim em arte?
Respondo: NINGUÉM !
Ou seria: cada um prá sí!


Alguns músicos famosos não tem talento. Têm é uma boa “panelinha”.


Não curto bandas ou artistas que, em suas fotos de divulgação, posam arrogantes.
Eu sei que é atitude, mas parece que estão a desafiar o público.
Sou mais os que tentam nos seduzir...


É foda o cara ser artista e ter que se sujeitar a tanta merda em rádios, jornais, pessoas e tal...
Tu acaba também virando um merda...
É foda..

A arte carregada de intenção corrói a inspiração, que é a própria arte.

A arte tem a função de excitar a alma.

Muito pretensioso e com voz de "atitude demais", não tem meu respeito.
Mais verdade, menos intenção de ser algo ou alguém.
A arte exageradamente trabalhada nos remete a isto: a um teatro.
É ruim? É ruim o planejamento e o ensaio?
Nem pensar!
Mas há que se dosar.
O efeito final é SEMPRE o que vale.
A verdade e sinceridade comandam, e estas são, sempre, captadas pelo atento e sensível público.

O conjunto da obra é quem faz a sua imagem.
Mas não se apegue a imagens.
Seja livre! Criativo! Sem forma!
Os outros?
Ame-os, são o seu público!

Vida é evolução.
Evolução é melhora.
Melhora é sofisticação, refinamento.
Nosso prazer, nosso gozo, passa do carnal, do animal, viceral e de baixa vibração, para o sofisticado, sensorial, alta vibração.
Nunca deixamos de sentir alguns dos prazeres de baixa vibração, mas nos enebriamos cada vez mais com os de alta vibração, os que nos fazem sentir o êxtase novo, vibrante, inteligente e, digamos, superior.
Musicalmente:
Uma música de jazz, um super instrumentista, uma composição complexa e linda nos dão este êxtase.
Mas uma composição simples harmonicamente, mas linda, sensorial e sensível, também nos dá isto.
Isto não é um contraponto à música de festa, música de diversão.
São dois universos distintos.
Não há escolhas aqui.
Uma coisa é diversão, outra é êxtase.
Isto se aplica a muitas outras áreas da arte.
Ao se gostar de algo sofisticado, não se está desdenhando o pop e o divertido.
Mas ao se negar o sofisticado, estamos nos negando à evolução de nosso próprio propósito de vida.
A pergunta que faço é: porque se negar a melhorar, a curtir o mais e mais belo, o sofisticado, o que nos eleva, que nos faz vibrar de forma superior?? (superior à nós mesmos, é claro)
E faço esta pergunta não restrito à música ou mesmo às artes, mas a qualquer área do pensamento humano!
Faz sentido este penso??
Pra mim faz…

Dom, muito além de um "toque de Deus", é uma combinação de:
- desejo ardente: é natural termos, em diversos pontos da vida, desejos ardentes por alguma habilidade. - ‎foco e determinação em capacitação: é trabalho puro, mas fortemente influenciado (facilitado) pelas condições externas (condições financeiras e relacionamentos). - ‎atitude mental certa: o mais difícil dos três. Difícil de ensinar, difícil de aprender e difícil de definir. Muitas vezes é assimilado através de osmose na relação. Geralmente acontece por termos a sorte de alguém "fera" como mentor ou muito presente em nossas vidas. Sem a atitude mental certa, passa-se a vida trabalhando e exercitando suas habilidades sem nunca alcançar o que alguns, por "mágica", alcançaram em poucos anos

Você é um artista do tipo "talento nato",
ou é do tipo "insistente de fato" ?
Eu insisti por um tempo, mas não deu...
Meu talento está em outra coisa...
É bom descobrir onde se encontra seu talento.
O "Óbvio que ignoramos" de Jacob Pétry é sobre isso.
Murro em ponta de faca, não!
Reforce seus pontos fortes!
É uma estratégia inteligente…

A arte extrema é a extremamente trabalhada, não necessariamente a incrivelmente inspirada…

O Face pode ser um lugar apoteótico para o artista.
Coragem, auto-estima, e um pouquinho de talento prá se expressar. 
Pronto.